Olá pessoal, tudo bem?

    Eu espero que sim, caso não, esse post servirá de suporte para que você se encontre, reflita sobre sua vida e se quiser, pode se abrir comigo, pode mandar comentário anônimo ou mandar mensagem em qualquer uma de nossas redes sociais. Lembrando que não somos profissionais, mas queremos ajudar aqueles que possam estar em crise a superar ou encontrar suporte de um profissional!

    Um breve início sobre a série:

    Para quem ainda não teve a oportunidade (ou coragem) de assistir 13 Reasons Why, saibam que essa é a nova série do Netflix, produzida por Selena Gomez, Diana Son e Brian Yorkey adaptada do livro de mesmo nome do autor Jay Asher, publicado em 2007. A ideia inicial era a adaptação do livro para filme, cuja personagem principal seria a própria Selena Gomez, porém, Netflix se interessou em comprar os direitos de produzir a série que conta com 13 episódios que possuem de 50 minutos a 1 hora de duração (sim, extensa e INTENSA!).

    Ela conta de forma chocante a triste realidade que muitos jovens e inclusive adultos, passam ou passaram na vida, sofrendo Bullying. A série procura envolver o espectador de forma diferenciada, incluindo uma boa dose de ficção, claro, e muito suspense, que envolve e te faz sentir a dor que a personagem principal, Hannah Baker sentiu ao sofrer bullying, assédio e estupro! Sim!!! A série é sim muito forte e aborda os principais temas que assombram a nossa sociedade e principalmente do público jovem!

    Dados:

    Digo do público jovem, pois dentre os números de suicídio que são registrados, mais de 800 mil pessoas morrem por ano por suicídio e desses, a grande parte são jovens de 15 a 29 anos, segundo dados da ONU de 2012. Só esse ano, já ocorreram mais de 311 mil suicídios segundo o site Worldometers. Horrível não é? Mas infelizmente é a nossa realidade. 

    Desde o lançamento da série, houve um aumento em 445% o número de emails recebidos com pedidos de ajuda ao CVV (Centro de Valorização da Vida) e aumentou em 170% o número de acessos únicos ao site, segundo dados da Exame.com. Esse site conta com colaboradores que ficam à disposição daqueles que se sintam em situação de crise, que precisam conversar… ele possui plataforma que atende por chat, telefone, skype, email, carta ou pessoalmente em um centro do CVV.

    Reflexão:

    Você já parou para pensar que a sua atenção, docilidade, gentileza e cuidado com o próximo pode evitar que esse número de suicídios ocorram? Qualquer pessoa pode ter um pensamento suicida alguma vez na vida, se a sociedade ou o meio em que vive não é propício de atenção e carinho que todo ser humano quer e precisa. Em período escolar, é fundamental a atenção dos responsáveis e do corpo docente com detalhes sobre a personalidade de uma criança ou jovem. 

    Eu convidei a  Profª Ms. Juliana Munaretti de Oliveira Barbieri*, para nos falar um pouco sobre o Bullying. Ela é  autora da  primeira Dissertação de Mestrado publicada, no Brasil, sobre o tema, intitulada por “Indícios de casos de Bullying no Ensino Médio de Araraquara-SP”.

    Ela nos diz: “A correlação entre tentativas de homicídio seguidas de suicídio tem sido pesquisada, nas últimas décadas tanto no Brasil, quanto no mundo e está relacionada ao Bullying – fenômeno que exibe atitudes covardes, intencionais e repetidas, manifestadas numa relação desigual de poder, a fim de tirar a paz de suas vítimas predestinadas.

                Quando não causa sequela física, esse comportamento provoca consequências psicológicas ou emocionais graves nas vitimas, pois as atitudes agressivas não têm um motivo justo, e são adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia.

                Bullying é uma “frescura”? Se assim fosse, não acarretaria em homicídio e suicídio, não é mesmo? A dor na alma de uma vítima de Bullying é devastadora, podendo ser percebida pelo declínio do seu rendimento escolar, isolamento e ausência às aulas, explicada pelo fato de o seu agressor/intimidador estudar, na maioria das vezes, na mesma sala; Segundo a literatura acadêmica, existem relatos de vítimas que passaram a acreditar serem merecedoras de tamanha covardia diária, tendo seus sonhos e planos futuros ceifados, pois abandonaram a escola, contribuindo para o aumento das estatísticas de evasão escolar – tão temida por profissionais da área educacional.

                Há também a presença dos espectadores, ou seja, aqueles que vêem a situação e não fazem nada em prol da vítima. É um ciclo maléfico que só é interrompido a partir do conhecimento e da quebra do silêncio. 

                Por serem incapazes de estabelecer normas e limites a seus filhos, muitos pais passam a ignorar as suas transgressões, muitas vezes adotando posturas de falsa compreensão ou simplesmente “fechando os olhos” para as suas más atitudes. Alguns ainda adotam tais posturas como forma de compensação de sua ausência devido ao exercício profissional, não estabelecendo limites a qualquer ato de seus filhos, como, por exemplo, a determinação de horas para brincar, assistir televisão, estudar, passear, falar ao telefone, comunicar-se por Internet, para não criar desavenças e tampouco brigas no seio familiar.

                Assim, arrisco-me a descrever que para prevenir o Bullying há a necessidade de que pais, alunos e professores estejam dispostos a interpretar o silêncio de possíveis vítimas, pois, sem o apoio de que elas precisam, jamais irão suportar as situações impostas pelo fenômeno, por inúmeros fatores e, dentre eles, a vulnerabilidade frente aos ataques contra suas almas. Em decorrência disso, toda a comunidade escolar sofrerá por consequência.

    Por fim, acredito, que quando as instituições de ensino passarem a oferecer segurança e proteção às possíveis vítimas de Bullying, elas estarão cumprindo um papel social muito importante, pois darão a chance de quebrar o silêncio e, ao mesmo tempo, paralisando as investidas maldosas daqueles que se comportam como agressores/intimidadores no espaço escolar.”

     

    Clique e acesse a  Fanpage: @bullyingjulianabarbieri

    Encerro minha postagem de hoje, com essa completa reflexão acerca deste tema por muito tempo tratado como tabu entre a sociedade e que foi escancarado para todos tal como ele é na vida de muitas pessoas através desta criação da Netflix. Espero que aproveitem as informações aqui contidas! 

    Até a próxima, beijos.

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Ana Carolina Santos

Olá meu nome é Ana Carolina mas gosto que me chamem de Carol. Tenho 22 anos, sou Publicitária e moro em São Carlos - SP. Amo viajar, conhecer lugares novos, culturas novas, pessoas novas. Amo cantar (no chuveiro) e dançar... Dormir e comer também são meus hobbies favoritos, mas acho que o amor por estar conectada e saber tudo sobre as redes sociais ainda é maior.

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Sarina Gonçalves

Olá sou a Sarina, mas podem me chamar de Sa. Tenho 19 anos e, como a Carol, nasci e cresci na minha querida São Carlos - SP, estou começando nesse ano de 2016 meu curso de Jornalismo! Gosto de escrever, ler poesias, e tudo que se conecta ao mundo jornalístico de notícias e informações, sou apaixonada pela área de beleza, e recentemente comecei minha carreira de maquiadora, que tenho a propensão de estar sempre crescendo! O mundo digital me encanta muito e creio que o blog só aumentará meu amor por tudo: o jornalismo, a maquiagem e o virtual!

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